QUARESMA: UM RETIRO ESPIRITUAL
Queridos
amigos e amigas, iniciamos o tempo da Quaresma, um período muito especial do
ano litúrgico que nos encaminha para a Páscoa, ponto máximo da nossa fé. A
Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e vai até a manhã da Quinta-feira
Santa, com a celebração dos Santos Óleos.
Durante estes
40 dias, a Igreja se une à Grande Quaresma de Jesus no deserto e convida cada
fiel a fazer esta preparação a modo de um grande retiro espiritual. A vitória
sobre as tentações, os vícios e as imperfeições para assim viver melhor a
caridade de Cristo dá o tom deste tempo.
O ambiente da
Igreja nos recorda este espírito quaresmal: cor roxa, santos cobertos com
mantos, liturgias mais sóbrias, práticas penitenciais, menos animação. Estes
entre tantos outros elementos apontam para o recolhimento, o arrependimento e a
conversão. A meditação da Via Sacra, a Paixão do Senhor, se faz o caminho de
renovação, da mudança para uma vida mais coerente com os valores cristãos.
O Papa
Francisco na mensagem para a Quaresma deste ano teve como inspiração o seguinte
texto de S. Paulo: « Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza »
(2 Cor 8,9). O Pontífice afirmou que, em Jesus
Cristo, Deus se revela não através das riquezas e poderes do mundo, mas com a
fragilidade e a pobreza. O mistério da Encarnação mostra um Deus que se fez
pobre não por amar a pobreza em si, mas por desejar nos enriquecer através
dela. O abaixamento de Cristo nos comunica os tesouros da misericórdia de Deus.
A grande miséria, comentou Francisco, é esta: não viver como filhos de Deus e
irmãos de Cristo.
Disse ainda Francisco que o nosso testemunho cristãos nesta
Quaresma deve ser o combate a três tipos de miséria: material, moral e
espiritual. Contra todas estas misérias o Evangelho e sua vivência é o
antídoto.
Ressaltou ainda que a Quaresma é tempo de despojamento a
fim de enriquecer os outros com nossas riquezas. E acrescentou: “Não esqueçamos
que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta
dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói”.
Seminarista Adriano Lazarini

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